Revista Amigo Animal – out/nov 2012 edicao no. 2
A importação dos ferrets para o Brasil iniciou em meados dos anos 90 e desde então vem aumentando gradualmente A aquisição de ferrets passou por períodos de “moda” e chega hoje a pets de proprietários altamente informados sobre seus hábitos e doenças.
Os ferrets são mamíferos carnívoros pertencentes à classe Mustelidae, assim como as lontras, e são originários da Europa e Estados Unidos da América de onde são importados. Todos os espécimes que chegam ao Brasil são castrados, tem suas glândulas perianais removidas e são identificados com microchip. Os ferrets são animais altamente sociáveis e amáveis com os donos e interagem muito bem com outros da mesma espécie ou de outras, como gatos. Podem ser criados dentro de gaiolas grandes ou soltos na casa desde que esta seja “à prova de ferrets”, ou seja, é necessário fechar todo buraco ou espaço onde este possa tentar entrar, tais como ralos de banheiro, acesso á geladeira ou forno entre outros.
Como são animais que costumam fazer tocas, sempre tentam repetir isso dentro de casa o que nem sempre é agradável ou seguro. Assim recomenda-se que sejam mantidos presos sempre quando não estão sobre supervisão. São considerados higiênicos pois costumam urinar e defecar sempre no mesmo local mesmo quando mantidos soltos. Os ferrets possuem um cheiro almiscarado muito característico que provem de glândulas que eles possuem ao longo do corpo. O cheiro não é muito tolerado pela maioria das pessoas e devido a este fato os proprietários costumam banhar seus ferrets uma vez por semana, porém tal conduta gradativamente piora o odor, pois estimula as glândulas sebáceas do corpo a produzirem ainda mais a secreção causadora do mal cheiro. Recomenda-se assim um banho mensal ou só quando o animal se encontrar realmente sujo. Para a boa manutenção de um ferret é necessário o fornecimento de ração balanceada própria para a espécie. Não recomenda-se o uso de ração de gato uma vez que esta possui muitas fibras o que pode causar diarreia e má absorção dos nutrientes nesta espécie. Pode-se oferecer também petiscos e suplementos vitamínicos específicos quando necessário.
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A vacinação anual contra cinomose e raiva são indispensáveis uma vez que a cinomose é considerada altamente fatal para estes mustelídeos. Indica-se também desverminação semestral, principalmente quando associados a outros animais domésticos. Exames clínicos e ecográficos periódicos, realizados por profissionais qualificados, são imprescindíveis para determinação de doenças.
Os ferrets são predispostos a doenças muito graves como insulinoma (tumor no pâncreas que causa hipoglicemia – baixa drástica no açúcar do sangue), doença de adrenal (tumor ou hiperplasia nestas glândulas) que causa perda de pelos no corpo e coceira) e linfoma (tumor nos linfonodos que causa apatia e perda de peso rápida). Apesar de todos estes cuidados bem específicos e das doenças graves que os ferrets podem desenvolver, estes pequenos ladrõezinhos fedorentos (do original em latim – Mustela putorios furo) tem conquistado dia a dia mais admiradores.
Autor: Professora Alessandra Roll, DVM