Diante da quantidade de perguntas recebidas via internet, resolvi escrever um texto de compreensão simples, que tem por objetivo elucidar muitas das dúvidas mais comuns apresentadas diariamente.
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Os répteis são ovíparos ou vivíparos. No caso específico das serpentes há grande controversa sobre algumas espécies referente à denominação mais correta, pois antigamente também se utilizava o termo ovovivíparo, não mais utilizada na atualidade. Nos ovíparos (egg-laying) os animais realizam a postura de ovos, que após um certo período que varia de espécie para espécie, o filhote nasce ou sai do ovo. Na viviparidade (live-bearing) o filhote nasce após gestação, sendo uma miniatura do adulto, se assim posso dizer.
A distinção entre o macho e a fêmea é outro assunto importante a ser abordado. Os machos possuem pênis (ex. jabutis) ou hemipênis (ex. serpentes). Podemos utilizar muitos recursos para realizar a sexagem dos animais. Em espécimes adultos, os ornamentos, comprimento de cauda, concavidade de plastrão, poros femorais, tamanho das unhas, coloração da cauda, cabeça, íris, marcas na cabeça, tamanho corporal, dentre outras e o sexador (probe) e endoscópio são os instrumentos utilizados para a averiguação ou confirmação do sexo do animal.
A incubação dos ovos é um assunto interessante e pouco conhecido pelos proprietários de répteis. Antes de coletarmos os ovos e colocá-los numa “estufa” (como sempre escuto), devemos conhecer algumas regras básicas. Os ovos dos répteis não devem ser movidos ou manipulados de forma equivocada, devemos marcar o topo dos ovos para não virá-los, o que mataria o embrião após a sua fixação. Há espécies que “incubam´´ seus próprios ovos (ex. serpente pitão) até o nascimento dos filhotes. A temperatura escolhida para incubar os ovos deve ser perfeita ou alterada de acordo com o sexo que se deseja da ninhada. Ovos de jacarés, como exemplo, incubados até 30 – 31 graus Celsius, resultarão em uma população de 100% de fêmeas, e se forem mantidos entre 32 e 34 graus Celsius todos serão machos. O tipo de incubadora a ser utilizada é outra “armadilha´´ aos principiantes, pois o crescimento de fungos e bactérias podem comprometer toda a ninhada. Como este texto é um simples carreador de informações básicas, tomo a liberdade de indicar uma publicação realizada por um excelente biólogo chamado Luiz Roberto Francisco intitulada RÉPTEIS DO BRASIL – MANUTENÇÃO EM CATIVEIRO, que contém informações precisas sobre incubadoras e assuntos afins.
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Em muitos locais do Brasil, as condições ambientais são perfeitas e nada devemos fazer com os ovos encontrados no quintal. Se a espécie for da mesma região e o as condições locais reproduzirem o ambiente natural, provavelmente a natureza seguirá seu curso natural, e após um certo período, muitos filhotes nascerão fortes e saudáveis. Como sempre enfatizo em meus textos, a solicitação ou esclarecimento de dúvidas com profissionais qualificados é a melhor solução destes problemas. Valorize os profissionais e cuidem bem destes amiguinhos que são totalmente dependentes de nós quando mantidos em cativeiro!
REFERÊNCIAS
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Autor: Prof. Alexandre Pessoa, DVM, Me.
